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quarta-feira, 8 de maio de 2013

Cigana




Dança minha gitana
No sonho do baila comigo
Mostra beleza e gana
Deixa-me dançar contigo

Mulher sensualidade
Batidas dos pés e palma
Entoa o amor de verdade
Trazendo o reflexo d’alma

Baila ao som da guitarra
Solta teu lindo sorriso
Canta que é a vida é uma farra
É isso só que preciso


Sidney Santos

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Cartas Sem Destino...



No baralho cigano...
Cartomante verá meu futuro.
Súbito, uma ventania...
Francismar Prestes Leal

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Gitano



amor cigano
é bela viola
oco de dentro
em canto por fora

asas que arrastam
é ave rompante

beijos que explodem
e viram abóbora

luas em transe
vagas de mar
jades que chamam

areias que cedem
- sereia de tranças
onde vou me enredar

febre do mato
amor vagalume

vinhos que encorpam
em porres baratos

grifes que deixam
perfumes prescritos

fome de romãs
nos entreatos



F. Campanella

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Poema de amor



Tut te dikhav andro gendalos
Hin najšukareder mri poesia
Sidžar kaj te na našľol
Hin oda miro paluno "kamav tut"!

Tradução:

A tua imagem no espelho
É o meu melhor poema
Mas, seja rápido, ela apaga
É o meu último "te amo"!

domingo, 8 de novembro de 2009

Bailan las gitanas




Bailan las gitanas,
míralas el rey;
la reina, con celos,
mándalas prender.

Por Pascua de Reyes
hicieron al rey
un baile gitano
Belica e Inés.
Turbada Belica,
cayó junto al rey,
y el rey la levanta
de puro cortés;
mas como es Belilla
de tan linda tez,
la reyna, celosa,
mándalas prender.

Miguel de Cervantes y Saavedra

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Ser cigano

















Fogo, música, dança, alegria, sedução, paixão.
Ser cigano é percorrer esta estrada sem se prender a nenhuma estação.
Ser cigano é acender uma fogueira no próprio coração para dançar a vida com magia, coragem e paixão.
Ser cigano é brincar com fogo sem se queimar.
Ser cigano é beber vinho sem se embriagar.
Ser cigano é se apaixonar sem se aprisionar.
Ser cigano é sempre dançar sem, jamais tropeçar.
Ser cigano é cantar as palavras do seu coração com beleza, força e sedução.
Ser cigano é sempre estar atento para ver em que direção vai soprar o vento.
Ser cigano é nunca temer a liberdade do risco de viver.
Ser cigano é aceitar a vida como uma melodia que, como tudo, tem seu princípio, meio e dia.
Ser cigano é saber seduzir, sem se seduzir pela própria sedução.
Ser cigano, enfim é ser humano e brilhar assim mesmo."

Aiyan Zahck



domingo, 25 de outubro de 2009

Cigana














 











Chegaste tímida,
descalça e com lascívia no andar
E cantaste e tocaste a minha alma
E dançaste e provocaste o meu desejo
E simulaste, insinuaste e dissimulaste
E súbito olhaste no fundo de meus olhos e me desnudaste.
E as nossas células em rebelião bailaram de prazer
E suspiraste e mergulhaste e te abandonaste
na alegria de se saber mulher e desejada.
E de repente, sumiste e não mais voltaste.
E até hoje permaneceste na beleza e
sensualidade de todas as mulheres.


José Eduardo Mendes Camargo

Violino cigano





















Oh cigano, a ária triste e apaixonada
que fazes chorar teu violino entre os dedos
,soa, ainda, como uma doce serenata,enquanto,
pálido, no silêncio escutarei esta melodia que
, em noite perfumada,meu coração a um outro
coração acorrentou-se.

Toca só para mim
oh! Violino cigano...talvez penses tu,
também,em um amor, longínquo sob o céu distante...
Se uma secreta dor faz tremer a tua mão,
esta melodia de amor faz tremer meu coração,
ó violino cigano.
Tu que sonhas com a doce terra da Hungria,
toca ainda com toda alma cigana...quero,
chorar como tu, de nostalgia na lembrança
de quem meu coração abandonou como o
canto que tu difundes pela estrada,com o
vento, a minha paixão desvaneceu.

Toca só para mim,
Esta melodia é de amor,mas o meu amor
está distante...toca, toca para mim
Pois se choro contigo
ó violino cigano!...


(Letra original e música de C. A. Bixio e B. Cherubin)
Trad. de José Carvalho

Olhos ciganos





 












Os olhos ciganos
São pérolas negras reluzentes
Carregados de mistério e desconfiança.
Olhos vívidos e expressivos
Cujo fitar revelaUma peculiar diferença
Dos olhos dos outros Homens.
Cigano não olha simplesmente
Move as pestanas e mira...
Mirada que descortina
Os mais secretos pensamentos.
Nos olhos ciganos
Há um mistério incontestável
Na estranha expressão de fitar
Que traspassa o âmago do ser
Sabedoria milenar
De um povo profético.
Os olhos ciganos
São a marca inimitável
De um povo livre e honrado
Que nunca declarou guerra
Para ocupar terra alguma.
No mundo e com o mundo
Os ciganos vão girando...
Recusando "o jugo da mediocridade"
Levando no enigmático olhar
O silêncio do "Saber"
Gitano Inconfundível, intransferível...
Eterno.

Ártemis

Gemido do Violino..



















Uma lágrima se solta ... sem ventos, sem brisas ... se volatiliza num gemido de violino!Dormes. Por dentro da luz ténue de silêncios finos, silenciados na concha tumular que cobre todas as pedras desalinhadas da calçada. Hoje caminho na Avenida. Piso a passos precisosos trilhos por onde tantas vezes viajaste sózinho dentro de mim. E sozinho em ti, perdido num labirinto. A nebulosa esmaecida teima em perpetuar-se à minha frente. Persistente, a lágrima cristalizada se solta, rola extemporânea. Avança, morde e beija a boca. Tem o sabor salgado da Saudade e, contudo,liberta, traz-me de regresso à realidade. Refulgentes, os raios iluminados da manhã, traçam nos paralelepípedos novos desenhos constelados. Das ruas pardacentas, aos poucos, a espasmos, a Primavera brota. Estrangula o vazio e a melancolia nostálgica. Emerge em sons. Eternas sintonias Genésicas. Na igreja em frente, toca o sino. As ruas recobrem-se, serenas, com as cores brancas do seu manto Divino.

Por Mel de Carvalho


A Magia Cigana



























Muita gente já ouviu falar e, certamente, já sentiu uma ponta de curiosidade a respeito da magia que os ciganos trazem na sua cultura e sangue. Seus antigos ensinamentos, suas tradições e o seu folclore ao mesmo tempo que fascina, provoca um misto de medo e admiração.
Vários pesquizadores de diversas origens estudaram as magias e encantamentos utilizado pelo povo do Vento ou povo Cigano. Suas magias vem de tradições milenares possuem uma conexão com antigos rituais em que entram em um estado de transe, utilizando esse procedimento para atingir seus objetivos. Em todas as magias do povo cigano eles invocão forças naturais como as energias elementais ( ar, água, fogo, terra). Para o povo do vento e das estradas a própria terra é um lugar sagrado.

Canção gitana
























Martins Fontes (1884-1937), no livro Sherazade, nos brinda com a inclusão do poema Canção gitana, em homenagem a Carmem (de Bizet ) :




Eu sou a flor de Sevilha,

Rachel da terra do Sol!

no ouro da minha mantilha,

rubeja o fogo espanhol!


Quando as salas estão cheias,

nas verbenas do Alcazar,

concentro azougue nas veias

e vitríolo no olhar!


Danço a zambra, entre sorrisos,

quebrando os braços e os rins,

ao retintinir dos guizos,

tricolejar dos cequins!


A gambiarra ensandalada,

infanta e odalisca, eu sou

uma pantera assanhada,

que freima enfervorizou!


Goya, encarnando a luxúria,

fez a “Maja” granadi!

Só ele exprimiu a fúria,

que ardeja em meu frenesi!


Simulo uma labareda,

columbreando no salão,

longa víbora de seda,

a roxo-rei e zarcão!


E, esfuzilando, felina,

a rir e a gritar: — olé!

Minha peçonha assassina

enfeitiçou dom José!


Temperamento boêmio,

sendo agarena, talvez,

meu coração é irmão gêmeo

das gitanas do Xerez!


Há um nufar, que, um dia, no ano.

Um dia, apenas, reluz:

É assim o amor sevilhano,

é assim o beijo andaluz!


Repicando a castanhola,

minha estridência contém

arrogância de espanhola,

furor, de fera no harém!


São negros os meus cabelos,

como os meus olhos tafuis,

porém tão negros que, ao vê-los,

até parecem azuis!


Os cascavéis do pandeiro

estridulam, em destom,

num trastralastrás brejeiro,

ou surdo dongolodrom!


E, espaventando o exagero,

bela, bárbara, brutal,

fulveja meu desespero

na sarabanda infernal!


— Bravo! Que guapa y reguapa!

e, em delírio, um toureador

aos meus pés estende a capa,

embebedado de amor!


E, para que ele se zangue,

meu desprezo respondeu:

— Que culpa tem o meu sangue

de ser mais rubro que o teu?!


É volúvel, mas sincero,

meu coração de mulher:

A quem me quer, eu não quero.

Só quero a quem não me quer.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

A caravana dos ciganos
















A tribo que prevê a sina dos viventes
Levantou arraiais hoje de madrugada;
Nos carros, as mulher', c'o a torva filharada
Às costas ou sugando os mamilos pendentes;

Ao lado dos carrões, na pedregosa estrada,
Vão os homens a pé, com armas reluzentes,
Erguendo para o céu uns olhos indolentes
Onde já fulgurou muita ilusão amada.

Na buraca onde está encurralado, o grilo,
Quando os sente passar, redobra o meigo trilo;
Cibela, com amor, traja um verde mais puro,

Faz da rocha um caudal, e um vergel do deserto,
Para assim receber esses p'ra quem 'stá aberto
O império familiar das trevas do futuro!

Charles Baudelaire

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

O visitante da estrela






















— Olhe, querido diretamente acima de sua cabeça,
antes que a madrugada mande-as embora.
Que é que vê?
Fracas no céu que empalidecia, elas ainda brilhavam,
frias, misteriosas e remotas.
— as estrelas.
Aí está o lar dos ciganos..."

(do livro Os ciganos da estrela, de William L. Gresham.)

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Filhos do Vento



























"Eles se movem como o sol e a lua.São nômades. Ou antes, são como as ondas. Estão em toda a parte .
Chegam e partem rápido.Parecem o vento. Nem momento estão aqui . No outro, sumiram.
Numa lufada, deixam traços indeléveis de sua passagem no eco de sua música , no relinchar de seus cavalos, no sorriso alegre de suas mulheres.
Não, não são o vento. São os filhos do vento!"

O texto acima faz parte de um poema escrito na Pérsia 200 a 400 antes de Cristo. Um povo é chamado Filhos do Vento e a ele se refere o autor anônimo como "o povo que veio do rio", numa alusão ao rio Sind , no norte da Índia , na região de Gujarat.
As lendas mais antigas, contadas boca a boca, falam que o povo hoje chamado de cigano originou-se dos descendentes dos anjos caídos que se juntaram com "as filhas dos homens" , conforme descrito no Livro Apócrifo de Enoque.

Uma lenda conta que os ciganos são descendentes diretos de Adão e Lilith, uma mulher anterior a Eva.Por esse motivo, os ciganos formam o único povo a não nascer com o pecado original.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Amor Cigano






Existe uma floresta mágica,
em meio a Terra-De-Caraguatás,
lugar de bruxas e fadas,
duendes, gnomos também.
Nesta terra é claro que ainda de faz-de-conta, onde ao largo se encontra o mar,
em meio a mata-virgem, ouvi uma cigana cantar

Um canto, tão lindo, tão forte,
que encanta a própia luz do luar, e faz os habitantes da mata
pararem para ouvi-la cantar.

A linda Cigana de vestes coloridas...como o arco-íris,
balança a saia, se faz movimento, e dança...dança...dança!!!

E eu, assisto enebriado, o mágico momento
Rogando a Lua...Que me transforme em vento
e com toque de pura magia,
permita-me tocar teu corpo e ...
entre as flores, ... de mansinho... te amar!!!

Plínio Parente

quinta-feira, 19 de março de 2009


















Eles se movem como o Sol e a Lua. São nômades. Ou antes, são como ondas. Estão em toda a parte. Chegam e partem rápido. Parecem o vento. Num momento estão aqui. No outro, sumiram. Numa lufada, deixam traços indeléveis de sua passagem no eco de sua música, no relinchar de seus cavalos, no sorriso alegre de suas mulheres. Não, não são o vento. São os filhos do vento.¨
( Poema Persa – 200 a.c.)

segunda-feira, 16 de março de 2009
























Mustra la mano, señura,

No hayas ningun recelo.

Bendígate Diuz del cielo,

Tú tienez buena ventura,

Muy buena ventura tienez.

Muchuz bienez, muchuz bienez,

Un hombre te quiere mucho,

Otroz te hablan de amurez;

Tú, señura, no te curez

De dar á muchuz escuto.

Gil Vicente (Auto de umas ciganas, 1521)

sexta-feira, 13 de março de 2009

Alma Cigana

























A música alegra meu coração
Danço para mim...
Encanto a multidão.
Enquanto minha saia gira sem fim
Não paro nunca não.
Gosto das cores,
tecidos, sabores, vestidos.
Gosto de ter a alma livre...
Ter a grama sob os pés
E o luar sobre a cabeça.
Por amor não me contenho
A paixão é minha sentença.
Arrisco, ouso.Vôo sem rumo...
Caio de cabeça.
Vou para qualquer lugar do mundo
Amo enquanto houver certeza.
Sigo meu instinto
Falo com clareza.
Me queira assim!
Queira um amor forte.
Não tire a beleza e alegria de mim
Siga junto!
serás livre comigo até o fim.
Pois tenho alma cigana
Alma livre...
Alma alegre.
Alma que encanta e fascina.


Desconheço autoria do texto.


Nas “Elegíacas”, reunidas na segunda parte do Cancioneiro dos Ciganos, são reproduzidas as agruras cantadas por um povo oprimido havia séculos. Registrado em redondilhas maiores, métrica típica da poesia oral, o poema expõe as lamentações de um injustiçado:

“Para contar os meus males
Meu natural me contém;
As sepulturas têm flores,
A minha vida não tem.
(...) Quando o réu é infeliz.
Mesmo com razão tem crime;
Sua defesa não vale,
Sua inocência o oprime.
Se houver um ente que sofra
Ainda mais do que eu,
Digam ser meu mal mentira
E zombem do pranto meu.
Sofro às vezes tantas dores
Que adormeço soluçando,
A mim mesmo sou contrário
O meu pranto motivando.”