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segunda-feira, 16 de março de 2009

Morte

Na morte e no luto é que aparece mais vibrante o amor cigano pelos seus. Se o morto é o marido, a mulher se descabela e dá gritos inenarráveis, parecendo o fim do mundo. Choram todos. Gritam, lamentam, fazem discursos e elogios ao falecido, exaltam suas qualidades. Acendem velas e contratam um enterro digno. Chamam o religioso para encomendar o corpo e queimam os trastes do morto. Antigamente queimavam até sua carroça, que chamam vurdon.
Após três dias do enterro, realizam a pómana, a festa em honra do falecido, onde uma cadeira fica vazia, no pressuposto de que o morto comparecerá, em espírito. A viúva guarda luto definitivo, não mais retirará o lenço, diklô, da cabeça. Os mortos são dignamente respeitados e, em respeito a eles, seus nomes jamais serão pronunciados.




quarta-feira, 11 de março de 2009

Morte

No que se refere à morte e aos ritos a ela conexos, o luto pelo desaparecimento de um companheiro dura em geral muito tempo.
Junto aos Sintos parece prevalecer o costume de queimar-se a kampína (o trailer) e os objetos pertencentes ao defunto. Entre os ritos fúnebres praticados pelos Rom está a pomána, banquete fúnebre no qual se celebra o aniversário da morte de uma pessoa. A abundância do alimento e das bebidas exprimem o desejo de paz e felicidade para o defunto.