O alecrim é muito usado pelos ciganos não só como tempero, mas também para fazerem defumação e banhos. Esta erva traz força, pois tem qualidades que ao se tomar banho com ela, fica-se fortalecido, tonificado, para mais dias de desafios. Assim é a vida dos ciganos, um desafio após o outro.
O Alecrim significa coragem e fidelidade. Representa, também, votos de ânimo, confiança e espiritualidade, sendo indicado para reuniões familiares. Porém raras flores possuem tantos significados como essa, com sua cor mística que nos transmite a idéia de conforto.
Há os que crêem que o Alecrim afasta olho gordo, outros o colocam sob o travesseiro para afastar sonhos ruins, e há quem diga que tocar a pessoa amada com alecrim faz com que o amor dela seja eterno.
As ciganas recebiam de seus pretendentes, como sinal de paixão e amor, não outras flores, como rosas vermelhas etc., mas apenas as flores do Alecrim, que representa um agradecimento pelo que o amor dedicado lhe proporciona de felicidade.
Em oito de abril comemora-se o Dia Internacional dos Ciganos (Romá). Nesta data, em 1971, foi realizado o Primeiro Congresso Cigano (Romá), em Londres, presidido por Yul Bryner. Desde então, se faz um reconhecimento da cultura e do povo cigano em mobilizações que a cada ano adquire maior relevância mundial. Atendendo a uma solicitação do governo indiano, pátria-mãe do povo rom, é celebrada a memória de todos os gitanos que deram suas vidas para que as leis fossem respeitadas, e suas tradições observadas por todos. Num ato singelo, levam-se flores aos rios e são atiradas às águas como sinal de respeito e gratidão pelos ancestrais.
Elevem seus pensamentos nesse dia também pela memória dos 500 mil que foram assassinados nos campos de concentração e por todos que lutam pelo fim do preconceito racial.
"A erva curva-se ao vento e levanta-se de novo quando o vento passou."
Ditado Cigano
"O rio que corre com som, leva consigo pedras e água."
Ditado Cigano

Danças ciganas sempre foram uma atração especial nas cortes européias, a começar pela francesa. Desde o tempo de Henrique IV apresentavam-se dançarinos ciganos no castelo de Fontainebleau e na residência da marquesa de Sévigné. Moliére, em " O Casamento Forçado", introduziu no palco um grupo de ciganos dançando ao som de pandeiros. Numa das apresentações, o próprio Luís XIV dançou vestido de cigano.
Na Turquia, a dança era uma das profissões ciganas mais características. O cortejo das tropas de Constantinopla que desfilou para sultão Mourad IV, no século XVII, tinha, após a seção dos músicos, uma seção de dançarinos, entre os quais numerosos ciganos.
Em Portugal, a Farsa das Ciganas, de Gil Vicente, apresentada em 1521, mostrava quatro mulheres ciganas que cantavam e dançavam.
Foi na Espanha, entretanto e, sobretudo nas terras do sul, no antigo reinado de Granada, que a dança cigana floresceu em seu terreno mais fértil. De seu encontro com a arte árabe nasceria o inigualável flamenco da Andaluzia.

“Quem vive com medo, vive pela metade”
Ditado cigano
“Só possua o que puderes carregar. O resto, que não puderes, deixes para trás.”
Ditado cigano
Não se ensina o olfato ao lobo e nem a vidência ao homem.
Ditado cigano