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segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Lenda da Cigana dos Leques



























No final da Idade Média existia uma cigana chamada Zíngara que estava grávida do seu primeiro filho. Então quando ela deu à luz ficou muito feliz e reparou que o bebê tinha uma mancha em forma de estrela nas costas e chamou o garoto de Jamón. Desta maneira todos na caravana ficaram felizes e fizeram uma festa, onde a nova mãe prometeu a sua amiga, Felícia, que o seu filho quando crescesse casaria com a ciganinha Corazón, filha desta colega. No meio do baile Zíngara entrou na sua tenda e dormiu, pois estava muito cansada. Pela manhã, quando acordou, a mulher notou que seu neném tinha desaparecido. Deste jeito os ciganos procuraram pela criança por toda parte naquela vila, mas nada acharam. Então voltaram a viajar pelo mundo. Dezoito anos se passaram e a cigana Corazón cresceu em beleza e com a esperança de ver o seu noivo Jamon, que havia desaparecido ainda bebê. Então caravana de ciganos instalou-se num reino, onde começaram suas apresentações circenses e de dança. Até que um dia o grupo recebeu um convite, da condessa Mariclair, para se apresentar no palácio. Quando Corazón entrou no palco ela olhou para o príncipe Felipe e apaixonou-se por ele. Após o show a jovem perguntou à condessa:

- Quem era aquele moço moreno de olhos verdes?

A nobre respondeu:

- Ele é o príncipe Felipe. Mas não se interesse por ele, pois o amor nunca nasce dentro deste castelo.

Corazón perguntou:

- Por que?

A condessa respondeu:

- Aqui há uma maldição que impede homens e mulheres de se comunicar. Reza a lenda que há muitos anos atrás existia uma rainha que era bruxa e, um certo dia, ela viu seu marido a traindo com uma empregada. Decepcionada, a mulher jogou-se da janela do palácio e disse que nunca mais um romance nasceria dentro deste castelo. Pois os olhares dos apaixonados nunca se cruzariam a não ser que eles arrumassem outra forma de se comunicar. Por coincidência, partir daquele dia nunca mais houve um romance dentro deste palácio.

Após ouvir esta história, a cigana falou:

- Tive uma idéia:

- Farei a simpatia dos leques.

- Cada cor e posição do abanico tem um significado diferente.

- Para isto precisarei da sua ajuda!

Então quando chegou a noite, que era de Lua cheia, as ciganas entraram de novo no castelo com a ajuda da condessa Mariclair. Todas as dançarinas estavam com vestidos coloridos e leques de cores diferentes. Deste jeito elas fizeram um círculo e começaram a bailar com as pontas dos pés. Corazón entrou no meio da roda com o abanico aberto e rezou:

- Cigana dos Leques, que aparece na Lua Cheia traga o romance de volta a este palácio.

Após este pedido, as ciganas desfizeram as roda e começaram a dançar com seus leques nas mãos fazendo as mais diferentes coreografias com seus abanicos.

A condessa Mariclair, estava encantada assistindo a tudo. Quando, de repente, Corazón chegou perto dela e comentou:

- Pronto!

- A Cigana dos Leques, que está no astral trará de volta a paixão para este palácio. Porém, para isto, ela precisa de uma ajuda sua.

A nobre indagou:

- Que ajuda é esta?

A cigana comentou:

- Ajude a divulgar a linguagem dos leques fazendo com que as damas da corte usem este instrumento na frente dos seus pretendentes para consquita-los, pois os rapazes entenderão o significado. Afinal por causa da magia da Cigana dos Leques o espírito do amor já entrou neste lugar. Cada cor e posição tem um significado diferente que explicarei para a senhora: esconder os olhos com o leque aberto significa te amo; andar com o abanico aberto na mão esquerda quer dizer que o amado pode se aproximar pois não existe o perigo; o leque aberto no colo é quando a dama quer marcar um encontro; apoiar o abanico no lado direito da face significa sim; apoiar o leque no lado esquerdo do rosto quer dizer não e andar na sala abrindo e fechando o abanico é um convite para um encontro escondido. Agora preste atenção nas cores: leque branco significa que a moça só quer amizade; vermelho quer dizer que a dama está apaixonada e deseja um encontro às escondidas; amarelo é quando a donzela sonha com beijo nos lábios e preto com estampa de flores significa que a mulher deseja um encontro noturno.

Condessa Mariclair falou:

- Perfeito!

- Contarei este segredo para todas as damas do castelo e, principalmente, para as alcoviteiras.

Corazón perguntou:

- Quem são as alcoviteiras?

A nobre explicou:

- São senhoras que marcam encontros, às escondidas, entre os apaixonados nas alcovas. Mas, ultimamente, com este clima nada romântico elas estão desempregadas. Porém, como a coisa mudará...

- Mais um detalhe: bem que você poderia montar uma coreografia com as posições e cores dos leques.

A cigana disse:

- Meu grupo já tem este tipo de coreografia com abanicos e gostaríamos de apresenta-lo daqui há quinze dias neste castelo.

A condessa exclamou:

- Fechado!

No dia seguinte um clima de romance pairou no palácio. As mulheres usavam os leques nas posições com os mais diferentes significados e assim conquistavam os seus amados.

Logo chegou o dia da apresentação da dança dos leques com as ciganas. Elas bailaram divinamente e o príncipe Felipe não parava de olhar para Corazón. No final da apresentação esta cigana foi até o pátio e o príncipe a seguiu. Assim os dois começaram a conversar e no meio do papo trocaram um beijo. Porém naquele instante, Pablo, o irmão de Corazón, viu a cena e partiu para cima do príncipe, rasgando a sua camisa que mostrou uma mancha em forma de estrela nas costas. Naquele instante surgiu Zíngara que exclamou:

- Vejam:

- O príncipe Felipe tem uma marca de nascença igual a do meu bebê seqüestrado!

A condessa Mariclair, que ouviu tudo, foi até o local e disse:

- Tenho uma revelação para fazer:

- Eu confesso:

- Felipe é, realmente, o neném cigano que foi roubado!

- Eu fiz o parto da rainha, que era muito braba na época, porém ela desmaiou na hora. Como o bebê nasceu morto, com o cordão umbilical no pescoço, fiquei com medo de que a rainha me achasse uma incompetente e mandasse me matar. Por isto, percebi que ela estava desacordada e fui até uma festa cigana na vila, onde aproveitei a distração das pessoas e roubei um recém-nascido que estava numa tenda.

Alguns dias após esta confissão Corazón e Felipe se casaram numa festa com a dança da coreografia dos leques.

Luciana do Rocio Mallon

domingo, 25 de outubro de 2009

Lenda









Os Ciganos contam em uma de suas lendas que no passado tinham um rei, que guiava sabiamente o povo numa cidade maravilhosa da Índia, chamada Sind. Ali o povo era muito feliz, até que hordas de muçulmanos expulsaram os Ciganos, destruindo sua cidade. Desde então foram obrigados a vagar de uma nação a outra... Todavia a razão pela qual abandonaram as terras nativas da Índia permanece ainda envolvida em mistério. Parece que eram originariamente sedentários e que devido ao surgimento de situações adversas, tiveram que viver como nômades.

Lenda Da Criação dos Ciganos


























...e, no sexto dia, Deus resolveu criar o Homem. Tomou uma poção de barro, modelou uma estátua e a colocou em um forno. Resolveu então dar um passeio pelo Jardim do Éden e acabou por se esquecer de sua obra. Quando retornou, encontrou a sua criação queimada. Surgiu assim o primeiro homem negro. Resolveu tentar de novo, mas, no meio do cozimento, abriu o forno para espiar e o resultado foi uma figura pálida, o ancestral dos homens brancos. Finalmente, criou um terceiro homem, de barro cozido, no ponto exato, no tom da amêndoa. Surgia assim o primeiro cigano. Deus ficou tão contente com essa criação que o deixou habitar livremente todos os lugares da Terra, para espalhar beleza e alegria a todos os outros povos com que habitou o planeta.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Filhos do Vento



























"Eles se movem como o sol e a lua.São nômades. Ou antes, são como as ondas. Estão em toda a parte .
Chegam e partem rápido.Parecem o vento. Nem momento estão aqui . No outro, sumiram.
Numa lufada, deixam traços indeléveis de sua passagem no eco de sua música , no relinchar de seus cavalos, no sorriso alegre de suas mulheres.
Não, não são o vento. São os filhos do vento!"

O texto acima faz parte de um poema escrito na Pérsia 200 a 400 antes de Cristo. Um povo é chamado Filhos do Vento e a ele se refere o autor anônimo como "o povo que veio do rio", numa alusão ao rio Sind , no norte da Índia , na região de Gujarat.
As lendas mais antigas, contadas boca a boca, falam que o povo hoje chamado de cigano originou-se dos descendentes dos anjos caídos que se juntaram com "as filhas dos homens" , conforme descrito no Livro Apócrifo de Enoque.

Uma lenda conta que os ciganos são descendentes diretos de Adão e Lilith, uma mulher anterior a Eva.Por esse motivo, os ciganos formam o único povo a não nascer com o pecado original.

sábado, 21 de março de 2009

Um dia fomos pássaros















Conta uma velha lenda que antigamente os Ciganos eram pássaros.
Um dia, em pleno voo sobre a terra, viram um palácio dourado brilhando ao sol e desceram para ver melhor.
O palácio era habitado por perus, galinhas e patos que, maravilhados pela beleza dos ciganos-pássaros, começaram a oferecer-lhes todo o tipo de jóias e guloseimas suplicando-lhes que não se fossem embora.
Em breve todos os pássaros estavam cobertos de correntes de ouro, dos pés à cabeça. Apenas um pássaro resistiu à tentação destas riquezas, incitando os outros a retomar o voo. Mas, ninguém lhe prestou atenção. Então, com o coração pesaroso elevou-se no ar e atirou-se para as pedras desde o alto dos céus. Só nesse momento é que os ciganos-pássaros acordaram do seu entorpecimento e começaram a bater as asas. Mas o ouro puxava-os para baixo e não conseguiam sair do chão. Os perus, as galinhas e os patos cantaram vitória. Manteriam para sempre aqueles belos pássaros encerrados em gaiolas de ouro. De repente, uma pequena pena vermelha deslizou para dentro do palácio, indo aterrar aos pés dos pássaros. O ouro caiu dos seus corpos, mas as suas asas já não lhes obedeciam e não conseguiram levantar voo.
A pequena pena vermelha, suavemente levantada pelo vento, saiu do palácio e foi errar pelos caminhos poeirentos. Os ciganos seguiram-na e foram perdendo as suas penas uma por uma, transformando-se assim em humanos. Com corpo de homem e alma de pássaro, esqueceram-se para sempre de como voar.



Conto tradicional cigano

quarta-feira, 11 de março de 2009

Camélia



















Para conquistar um mulher

Uma das reações mais comuns das mulheres,
diante dos primeiros avanços de um conquistador,
sempre foi o de demonstrar certo desprezo e certo orgulho.
Para um cigano, conhecedor da Linguagem das
Mulheres e da natureza feminina, essa era
uma reação esperada, que não o desestimulava,
mas significava um incentivo para insistir em sua missão.
As primeiras resistências eram quebradas
quando ele mandava buquês de camélias brancas e rosas.
Se não eram devolvidas, era sinal que o orgulho
e o desprezo eram parte do charme da mulher.
Se eram devolvidas, ele não desistia da mesma
forma e buscava novas formas de
chegar ao coração daquela mulher.
Observação: as camélias já eram conhecidas
dos ciganos, desde sua passagem pelos países
da Ásia. Algumas mudas eram cultivadas por
mulheres ciganas e usadas para simpatias,
quando seus maridos ou amados viajavam.
Por volta da metade do século XVIII, uma
muda foi plantada na Itália, no Jardim de Caserta
e se transformou na mais famosa cameleira de
todos os tempos. Viveu 153 anos e
chegou até à altura de 8 metros.

Malva




















Para Proteção

Quando a pessoa amada viaja, a cigana deseja
a ele toda a sorte e todo o sucesso na sua viagem,
bem como seu breve regresso. Para isso,
costuma pôr na janela uma simpatia, usando,
para isso, um vaso de flores que cultiva
especialmente para isso, conforme descrito
numa das Simpatias para Viagem, nos capítulos iniciais.
Uma das flores mais usadas para isso é a malva,
tanto a de flores brancas quanto a de flores
violetas, que faz com que a viagem
seja protegida e tenha bom termo.
Observação: conta uma lenda cigana
que uma caravana chegou a uma terra
desconhecida e se estabeleceu ali provisoriamente.
Um cigano se encontrava em viagem,
como se podia ver pelo vaso de malvas posto
numa das janelas de seu carroção. Alguns gadjos
apareceram a sua procuram, dando a certeza
de que queriam encontrá-lo para matá-lo,
porque se julgavam ludibriados em um negócio.
Para avisá-lo do perigo que corria,
sua esposa não hesitou em espalhar pelo
caminho flores e folhas de malva.
Retornando da viagem, o cigano
imediatamente percebeu que algo
estava errado, porque aquela planta
somente era cultivada por sua esposa e
naquele país não havia malvas.
Tomando as devidas cautelas,
escapou da emboscada.

Alecrim



















Para agradecer pela felicidade

Poucas flores possuem tantos significados
como a do alecrim, com seu azul repousante
e místico, que vale por uma oração,
tamanha a sua beleza singela e significativa.
Ao invés de mandar rosas vermelhas
declarando um amor ardente, os jovens
ciganos apaixonados mandavam
buquês de flores de alecrim.
Na Linguagem das Flores,
isso significa um agradecimento
pela felicidade que o amor que
lhe é dedicado proporciona.
Observação: segundo uma lenda cigana,
essa planta tão significativa teve uma
origem milagrosa, surgindo na estrebaria,
onde Jesus nasceu. Diariamente,
após banhar o sagrado corpo de Jesus Cristo,
Nossa Senhora atirava a água sempre no mesmo
lugar e ali brotou uma planta nova,
com um perfume intenso e agradável.
Após a morte de Cristo, quando ele foi
levado ao sepulcro, seu corpo foi perfumado
com a mais fina essência de alecrim e
uma coroa de suas flores foi posta
em sua cabeça, tecida por Maria Madalena.

Para provar o amor





















Quem ama está constantemente necessitando
e exigindo da pessoa amada a confirmação
do seu amor também. Parte é por insegurança,
parte é por necessidade de receber atenção e carinho.
Entre os ciganos, quando alguém quer
manifestar isso, pedindo que a pessoa
amada jamais deixe de pensar nela,
costuma mandar um
buquê com sete miosótis azuis.
Na Linguagem das Flores, isso
significa um pedido nunca ser esquecido
Observação: o uso dessa flor com esse
significado surgiu com uma lenda muito
antiga, entre os ciganos alemães.
Conta essa lenda que um casal
de apaixonados passeava à beira do rio Danúbio.
A moça percebeu, então, uma
flor azul, da cor do céu, que boiava na
superfície, achando-a muito bonita.
O cigano imediatamente se dispôs a
apanhá-la para a amada, mas caiu e foi arrastado
pelas águas, sem que ela pudesse salvá-lo.
Desesperado, ele ainda alcançou a flor e
jogou-a para a margem, onde estava a sua amada.
Pediu a ela que não o esquecesse
e desapareceu para sempre nas águas.

“ Vida ao “Povo das Estrelas”!


"Segundo uma lenda cigana, após criar o homem, Deus reuniu todo os povos do mundo num lindo gramado e deu direito a cada um de escolher o que quisesse. Alguns pediram casas, outros riquezas, enquanto os ciganos nada disseram. Como recompensa, Deus lhes deu o mundo. Daí vem o lema cigano: "A terra é minha pátria, o céu, o meu teto; a liberdade, a minha religião". "Os ciganos têm a proteção da natureza como filosofia de vida. Vêem o planeta como seu lar e, por isso, o preservam".